« Liturgia Dominical » † 18º Domingo depois de Pentecostes verde – 2a. classe. « Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa. »  Intróito / DA PACEM — Eclesiástico 36.18; Salmo121. 1      O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o […]
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Liturgia Dominical – nº 11 † 18º Domingo depois de Pentecostes

 « Liturgia Dominical »
† 18º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

« Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa. » 

Intróito / DA PACEM — Eclesiástico 36.18; Salmo121. 1

     O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Compunha-se antigamente duma antífona e de um salmo, que se cantava por inteiro. Hoje o salmo está reduzido a um só versículo.

Da pacem, Dómine, sustinéntibus te, ut prophétæ tui fidéles inveniántur: exáudi preces servi tui et plebis tuæ Israël. Ps. Lætátus sum in his, quæ dicta sunt mihi: in domum Dómini íbimus. . Glória Patri.

Dai a paz, Senhor, aos que em Vós confiam, para que se manifeste a fidelidade de vossos Profetas; ouvi as preces de vosso servo e de Israel, vosso povo. Sl. Alegro-me, porque, me foi dito: Iremos para a casa do Senhor. ℣. Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

     Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Tudo em nós é graça, a começar pela própria possibilidade de agradar a Deus.

Dírigat corda nostra, quǽsumus, Dómine, tuæ miseratiónis operátio: quia tibi sine te placére non póssumus. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Dignai-Vos, Senhor, dirigir os nossos corações por vossa misericórdia, porque, sem Vós não podemos Vos agradar. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios I 1. 4-8

Por maior que seja, na terra, a vocação cristã, o seu objetivo essencial é preparar-nos para viver na presença de Deus, no além.

Fratres: Grátias ago Deo meo semper pro vobis in grátia Dei, quæ data est vobis in Christo Iesu: quod in ómnibus dívites facti estis in illo, in omni verbo et in omni sciéntia: sicut testimónium Christi confirmátum est in vobis: ita ut nihil vobis desit in ulla grátia, exspectántibus revelatiónem Dómini nostri Iesu Christi, qui et confirmábit vos usque in finem sine crímine, in die advéntus Dómini nostri Iesu Christi.

Irmãos: 4Sem cessar, agradeço a meu Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi concedida pelo Cristo Jesus.5Em tudo n’Ele fostes enriquecidos em toda a palavra e em toda a ciência; 6também, o testemunho do Cristo foi confirmado em vós, 7de maneira que nenhuma graça vos falta, a vós, que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. 8Ele vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo1.

S. Paulo refere-se à Parusia, isto é, à segunda vinda gloriosa de Cristo, no fim dos tempos.

Gradual / Salmo 121. 1, 7

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Lætátus sum in his, quæ dicta sunt mihi: in domum Dómini íbimus. . Fiat pax in virtúte tua: et abundántia in túrribus tuis.

Alegro-me porque me foi dito: Iremos para a casa do Senhor. ℣. Reine a paz em tuas fortificações e a prosperidade em tuas torres.

Aleluia / Salmo 101. 16

Allelúia, allelúia. . Timébunt gentes nomen tuum, Dómine, et omnes reges terræ glóriam tuam. Allelúia.

Aleluia, aleluia. ℣. Senhor, as nações temerão o vosso Nome e todos os reis da terra, a vossa glória. Aleluia.

Evangelho segundo São Mateus 9. 1-8

Só Deus pode perdoar os pecados; Jesus perdoou-os e deu aos sacerdotes o poder de perdoar, também, em seu nome.

In illo témpore: Ascéndens Iesus in navículam, transfretávit et venit in civitátem suam. Et ecce, offerébant ei paralýticum iacéntem in lecto. Et videns Iesus fidem illórum, dixit paralýtico: Confíde, fili, remittúntur tibi peccáta tua. Et ecce, quidam de scribis dixérunt intra se: Hic blasphémat. Et cum vidísset Iesus cogitatiónes eórum, dixit: Ut quid cogitátis mala in córdibus vestris? Quid est facílius dícere: Dimittúntur tibi peccáta tua; an dícere: Surge et ámbula? Ut autem sciátis, quia Fílius hóminis habet potestátem in terra dimitténdi peccáta, tunc ait paralýtico: Surge, tolle lectum tuum, et vade in domum tuam. Et surréxit et ábiit in domum suam. Vidéntes autem turbæ timuérunt, et glorificavérunt Deum, qui dedit potestátem talem homínibus.

Naquele tempo, 1subiu Jesus a uma barca, atravessou para o outro lado e foi à sua cidade [Cafarnaum]. 2E eis que Lhe apresentaram um paralítico, prostrado num leito. Vendo Jesus a fé que eles tinham, disse ao paralítico: Tem confiança, filho, os teus pecados te são perdoados. 3Pensaram logo alguns dos escribas em seu íntimo: Este homem blasfema. 4E Jesus, penetrando-lhes os pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? 5Que é mais fácil dizer: Teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, e anda? 6Sabereis, pois, que o Filho do homem tem, na terra, o poder de perdoar pecados. E disse então ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa. 7E ele levantou-se e foi para a sua casa. 8As multidões, vendo isto, encheram-se de temor e glorificaram a Deus, que tal poder confiava aos homens.

CREDO…

Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

Ofertório / Êxodo 24. 4-5

     Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.Três elementos o constituíam antigamente: apresentação das oferendas, canto de procissão, oração sobre as oblatas.

Sanctificávit Móyses altáre Dómino, ófferens super illud holocáusta et ímmolans víctimas: fecit sacrifícium vespertínum in odórem suavitátis Dómino Deo, in conspéctu filiórum Israël

Moisés consagrou ao Senhor um altar, sobre o qual ofereceu holocaustos e imolou vítimas; e em presença dos filhos de Israel ofereceu o sacrifício vespertino em odor de suavidade, ao Senhor Deus.

Secreta

É a antiga “oração sobre as oblatas”, ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Deus, qui nos, per huius sacrifícii veneránda commércia, uníus summæ divinitátis partícipes éfficis: præsta, quǽsumus; ut, sicut tuam cognóscimus veritátem, sic eam dignis móribus assequámur. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Ó Deus, que pelo augusto comércio deste Sacramento nos fazeis participar de vossa soberana e una Divindade, concedei-nos que assim como conhecemos a vossa verdade, mereçamos adquiri-la por uma digna conduta. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio / Salmo 95. 8-9

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Nas Missas cantadas, se canta, enquanto o sacerdote toma as abluções e recita as orações seguintes em que se pedem para a alma os frutos da Comunhão.

Tóllite hóstias, et introíte in átria eius: adoráte Dóminum in aula sancta eius.

Trazei vossas hóstias e entrai em seus átrios; adorai o Senhor na glória de seu santo templo.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Grátias tibi reférimus, Dómine, sacro múnere vegetáti: tuam misericórdiam deprecántes; ut dignos nos eius participatióne perfícias. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Confortados, Senhor, com o Dom sagrado, graças por ele Vos damos; e imploramos de vossa misericórdia, nos façais dignos desta participação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditação

O poder e o amor de Jesus

Ó Jesus, fazei que eu saiba corresponder sempre aos dons do Vosso amor.

1 — Um pobre paralítico é apresentado ao Senhor. Provavelmente fez-se levar à Sua presença só para implorar a saúde do corpo, mas perante a pureza e a santidade que emanam da pessoa de Jesus, lembra-se de que é pecador e fica humilhado e confuso. Jesus já lera no seu coração e, atendendo à sua fé e humildade, nem sequer espera que ele fale, mas diz-lhe imediatamente com imensa bondade: « Filho, tem confiança; são-te perdoados os teus pecados » (Mt. 9, 1-8). O primeiro e o maior milagre é operado: aquele homem já não é escravo de Satanás, mas filho de Deus. Jesus que veio salvar as almas, tem todo o direito de curar a alma antes do corpo.

O fato, porém, não agrada aos escribas que, não acreditando na divindade do Senhor, em seus corações imediatamente O acusam de blasfemo. Mas o Mestre, assim como leu na alma do paralítico, lê também nas suas: « Porque pensais mal em vossos corações? ». Se naqueles corações Jesus visse um pouco de humildade, um pouco de fé, estaria disposto a curá-los como tinha curado o coração do paralítico; infelizmente não encontra neles mais do que soberba e obstinação. Apesar de tudo, quer usar de todos os meios para os convencer e dá-lhes a prova mais evidente da Sua divindade. « Para que saibais que o Filho do Homem tem poder sobre a terra de perdoar pecados: ‘Levanta-te — disse ao paralítico — toma o teu leito e vai para a tua casa’. E ele levantou-se e foi para a sua casa ». O milagre foi estrondoso, rapidíssimo: a palavra de Jesus operou imediatamente aquilo que exprimia; só a palavra de Deus pode ter semelhante poder. Mas os escribas não se deram por vencidos: quando o coração é soberbo e obstinado, nem a evidência dos fatos é capaz de o abalar.

Nunca digamos que a nossa fé é fraca por não vermos nem palparmos com a mão as verdades que nos propõe para crer; digamos antes que é fraca porque o nosso coração não é suficientemente dócil à graça, nem está de todo livre do orgulho. Se queremos ter uma grande fé, sejamos humildes e simples como os pequeninos; se queremos ter parte na graça de santificação obtida pelo paralítico, apresentemo-nos ao Senhor com um coração contrito e humilhado, profundamente convencidos de que necessitamos da Sua ajuda e do Seu perdão.

2 — O Evangelho apresenta-nos Jesus no esplendor da Sua personalidade divina com todos os poderes próprios de Deus. A Epístola (I Cor. 1, 4-8) mostra-no-Lo, pondo, por assim dizer, a Sua divindade ao nosso serviço para nos santificar e divinizar. O que Jesus operou na alma do paralítico continua a operá-lo nas nossas almas, e a Epístola de hoje é uma bela síntese da Sua ação em nós, ação vasta e completa, que abrange todo o nosso ser. S. Paulo, ao contemplar esta ação, prorrompe num hino de ação de graças: « Dou graças incessantemente ao meu Deus por vós, por causa da graça de Deus, que vos foi dada em Jesus Cristo; porque em todas as coisas fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em toda a ciência… de maneira que nada vos falta em graça alguma ». Sim de Jesus nos vem toda a graça e todo o dom com que Ele santifica a nossa pessoa e a nossa vida. Pela graça santificante santifica a nossa alma, pelas virtudes infusas santifica as nossas potências, pela graça atual santifica a nossa atividade, tornando-nos capazes de agir sobrenaturalmente. Contudo, isto não satisfaz ainda a Sua liberalidade: não Se contenta com ter-nos posto em condições de caminhar para Deus, sobrenaturalizados pela graça e pelas virtudes, mas quer substituir o nosso modo humano de proceder pelo Seu modo divino, e por isso enriquece-nos com os dons do Espírito Santo, que nos tornam capazes de ser movidos pelo próprio Deus. Tudo isto é dom de Jesus, é fruto da Sua Paixão; é também, dom Seu o Espírito Santo, o Dom por excelência que Ele, morrendo na cruz, nos mereceu e que, juntamente com o Pai, nos envia continuamente do céu a fim de iluminar e dirigir as nossas almas.

Quase parece que Jesus, verdadeiro Filho de Deus, nem é cioso da Sua divindade e das Suas prerrogativas, mas que procura todos os meios possíveis para nos fazer participar, pela graça, daquilo que Ele possui por natureza. Como é verdade que a característica do amor é dar-se e tornar iguais os que se amam!

Abramos o nosso coração ao reconhecimento, correspondamos ao amor infinito de Jesus e mantenhamo-nos sempre sob o Seu influxo, porque Ele quer « confirmar-nos até ao fim, para que sejamos irrepreensíveis no dia da Sua vinda».

Extraído do Livro Intimidade Divina­ — P. Gabriel de Santa Maria Madalena O.C.D.
Segunda edição (Traduzida da 12ª edição italiana) — 1967.

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