Sexta-Feira Santa – Memória da Paixão e Morte do Senhor

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“Ó Cristo, Filho de Deus, contemplando a dor imensa que suportastes por nós sobre a cruz, parece ouvir-vos dizer à minha alma: ‘Não foi por engano que te amei! ’. Estas palavras abrem os meus olhos e vejo claramente que tudo quanto fizestes por mim, em virtude deste amor. Vejo quanto sofrestes na vida e na morte, ó amantíssimo Homem-Deus, por causa deste amor profundo e invencível. Sim, ó Senhor, vós não me amastes por engano, mas com um amor perfeitíssimo e verdadeiro. E em mim vejo o contrário, pois amo-Vos com tibieza e sem vontade, e conhecê-lo é para mim uma pena insuportável. ” Santa Ângela de Foligno

MEMÓRIA DA PAIXÃO E MORTE DO SENHOR
Estação em Santa Cruz de Jerusalém
Introdução:
A Sexta-feira Santa é dia de grande luto. Cristo morreu. Consequência do pecado, o império da morte sobre todas as vidas humanas estende-se ao próprio Chefe da humanidade, o Filho de Deus feito homem.
Mas, todos cristãos o sabem muito bem, essa morte, que Jesus partilhou conosco e que para Ele foi tão atroz, estava nos planos de Deus com relação à salvação do mundo. Imposta pelo Pai ao seu Filho, foi por esse aceite para nosso resgate. Dessa forma, a Cruz de Cristo tornou-se a glória dos cristãos. Já ontem cantávamos: “Toda nossa glória está na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”; e hoje a Igreja repete, apresentando essa mesma Cruz à nossa adoração: “Eis o madeiro da Cruz, em que esteve suspensa a salvação do mundo!” E aqui temos como Sexta-feira Santa, ainda que seja dia de luto, é também o dia em que aos homens se restituiu a esperança, dia que conduz às alegrias da ressurreição.
A estação é na basílica que, em Roma, representa Jerusalém, da qual tem o nome. É consagrada à Paixão do Salvador e contém terra do Calvário, fragmentos importantes do lenho da verdadeira Cruz, e um dos pregos que serviram para crucificar Jesus.

SOLENE AÇÃO LITÚRGICA

I PARTE: LEITURAS
A 1ª parte da liturgia lembra as reuniões que faziam no dia do Sabbat nas Sinagogas. As primeiras comunidades cristãs, compostas de judeus convertidos, aí se inspiram fazendo, porém, as necessárias modificações. Juntou-se em breve ao Sacrifício Eucarístico. É a missa dos Catecúmenos, em que lhes anuncia (1ª leitura) que as misericórdias de Deus vão logo descer sobre o povo cristão, como também os castigos sobre o povo infiel (Efraim e Judá) pois, na hora mesma em que “a multidão dos filhos de Israel há de imolar o Cordeiro de Deus sobre a Cruz. A Paixão, segundo S. João, nos descreve essa morte.

II PARTE: ORAÇÕES SOLENES
A segunda parte de liturgia de hoje é uma lembrança das orações ditas outrora nessas reuniões, e das quais não encontramos, exceto na Sexta-feira Santa, na liturgia romana, mais que o vestígio no Oremus que precede o Ofertório.
Essas orações litúrgicas mostram que os efeitos da morte de Jesus se estendem a todas as necessidades da Igreja e do gênero humano, fazendo mesmo prever a conversão do povo deicida, o qual um dia reconhecerá que Jesus é o Messias.IMG_1571

III PARTE: SOLENE ADORAÇÃO DA CRUZ
Esse rito tem a sua origem no uso que havia em Jerusalém no séc. IV, de venerar nesse dia o madeiro da verdadeira Cruz, enquanto se cantava, em grego (temos vestígio na liturgia de hoje), os Impropérios ou ternas admoestações dirigidas por Cristo ao seu povo, ao qual ele só havia feito bem.

IV PARTE: COMUNHÃO
A Sexta-feira Santa é o dia do aniversário da morte de Jesus. Neste dia em que se destaca perante o mundo inteiro o trono da Cruz, do alto do qual o Deus-Homem reina, a Igreja não celebra a Santa Missa, porque ela é o memorial desse mesmo drama; contenta-se, como é uso no rito grego durante a Quaresma – à exceção do Sábado e Domingo – em consumir as Santas Espécies já precedentemente consagradas. Daí o nome de Missa dos Pré-Santificados.

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