« Liturgia Dominical » † 1° Domingo do Advento roxo – 1ª classe. « Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar… » (BR.) Intróito / AD TE LEVÁVI — Salmo 24. 1-4 O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Canto solene de entrada, o Introito […]
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Liturgia Dominical – † 1º Domingo do Advento

« Liturgia Dominical »

† 1° Domingo do Advento
roxo – 1ª classe.

« Vinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar… » (BR.)

Intróito / AD TE LEVÁVI — Salmo 24. 1-4

O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Compunha-se antigamente duma antífona e de um salmo, que se cantava por inteiro. Hoje o salmo está reduzido a um só versículo.

Ad te levávi ánimam meam: Deus meus, in te confíde, non erubéscam: neque irrídeant me inimíci mei: étenim univérsi, qui te exspéctant, non confundéntur. Vias tuas, Dómine, demónstra mihi: et sémitas tuas édoce me. ℣. Glória Patri.

A Vós elevo a minha alma; ó meu Deus, em Vós confio; não serei envergonhado. Não se riam de mim os meus inimigos, porque, todos os que em Vós esperam não serão confundidos. Sl. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos e ensinai-me as vossas veredas. ℣. Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Numa breve oração, o celebrante resume e apresenta a Deus os votos de toda a assembleia, votos estes sugeridos pelo mistério ou solenidade do dia.

Excita, quǽsumus, Dómine, poténtiam tuam, et veni: ut ab imminéntibus peccatórum nostrórum perículis, te mereámur protegénte éripi, te liberánte salvári: Qui vivis et regnas cum Deo Patre.

Manifestai, Senhor, Vos pedimos, o vosso poder e vinde para que, por vossa proteção, mereçamos ser libertados dos perigos a que os nossos pecados nos expõem, e ser salvos por vossa mão libertadora. Vós que, sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai.

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 13. 11-14

A primeira geração cristã vivia, mais do que nós, na expectativa da vinda gloriosa do Senhor; contudo, a vida cristã de cada dia, preparando-nos para ela, aí vai haurir toda a sua razão de ser.

Fatres: Scientes, quia hora est iam nos de somno súrgere. Nunc enim própior est nostra salus, quam cum credídimus. Nox præcéssit, dies autem appropinquávit. Abiiciámus ergo ópera tenebrárum, et induámur arma lucis. Sicut in die honéste ambulémus: non in comessatiónibus et ebrietátibus, non in cubílibus et impudicítiis, non in contentióne et æmulatióne: sed induímini Dóminum Iesum Christum.

Irmãos: 11Sabeis que já é hora de despertarmos do sono, pois, a salvação está agora mais perto de nós, do que quando abraçamos a fé. 12A noite vai avançada e o dia [do Cristo] aproxima-se. Renunciemos, portanto, às obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz. 13Caminhemos honestamente como quem anda em plena luz, não em excessos de comida ou de bebida, não em dissoluções e impurezas, nem em contendas e emulações. 14Pelo contrário, revesti-vos1 do Senhor Jesus Cristo.

1 Expressão que lembra outras do Antigo Testamento: revestir-se de pudor, de temor, de justiça…; não exteriormente, como quem veste um fato, mas por uma autêntica transformação interior.

Gradual / Salmo 24. 3-4

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Univérsi, qui te exspéctant, non confundéntur, Dómine. ℣. Vias tuas, Dómine, notas fac mihi: et sémitas tuas édoce me.

Todos os que em Vós esperam, Senhor, não serão confundidos. ℣. Indicai-me, Senhor, os vossos caminhos, e ensinai-me as vossas veredas.

Aleluia / Salmo 84. 8

Allelúia, allelúia. ℣. Osténde nobis, Dómine, misericórdiam tuam: et salutáre tuum da nobis. Allelúia.

Aleluia, aleluia. ℣. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação. Aleluia.

Evangelho segundo São Lucas 21. 25-33

Os sinais precursores do fim dos tempos serão também os da nossa libertação e da vinda do Reino: « O próprio Deus viverá com eles. Enxugar-lhes-á as lágrimas e não haverá mais nem morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque a existência primeira terá findado » (Apocalipse 21.4).

In illo témpore: Dixit Iesus discípulis suis: Erunt signa in sole et luna et stellis, et in terris pressúra géntium præ confusióne sónitus maris et flúctuum: arescéntibus homínibus præ timóre et exspectatióne, quæ supervénient univérso orbi: nam virtútes cælórum movebúntur. Et tunc vidébunt Fílium hóminis veniéntem in nube cum potestáte magna et maiestáte. His autem fíeri incipiéntibus, respícite et leváte cápita vestra: quóniam appropínquat redémptio vestra. Et dixit illis similitúdinem: Vidéte ficúlneam et omnes árbores: cum prodúcunt iam ex se fructum, scitis, quóniam prope est æstas. Ita et vos, cum vidéritis hæc fíeri, scitóte, quóniam prope est regnum Dei. Amen, dico vobis, quia non præteríbit generátio hæc, donec ómnia fiant. Cælum et terra transíbunt: verba autem mea non transíbunt.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra consternação dos povos por causa da confusão do bramido do mar e das ondas, 26mirrando-se os homens de susto, na expectativa do que sobrevirá a todo o orbe, porque, os poderes dos céus2 se abalarão. 27Então, ver-se-á o Filho do homem vindo sobre uma nuvem com grande poder e majestade. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e erguei vossas cabeças, porque, se aproxima a vossa redenção. 29E contou-lhes, depois, uma parábola: Vede a figueira e as demais árvores; 30quando começam a dar fruto, sabeis que o verão está perto. 31Assim também, quando virdes que se realizam estas coisas, sabei que perto está o Reino de Deus. 32Em verdade, vos digo que não passará esta geração, sem que isto aconteça. 33Passará o céu e a terra, porém, as minhas palavras não passarão.

2 Os astros.

CREDO…

Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

Ofertório / Salmo 24. 1-3

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito. Três elementos o constituíam antigamente: apresentação das oferendas, canto de procissão, oração sobre as oblatas.

Ad te levávi ánimam meam: Deus meus, in te confído, non erubéscam: neque irrídeant me inimíci mei: étenim univérsi, qui te exspéctant, non confundéntur.

A Vós elevo a minha alma; ó meu Deus, em Vós confio; não serei envergonhado. Não se riam de mim os meus inimigos, porque, todos os que em Vós esperam, não serão confundidos.

Secreta

É a antiga « oração sobre as oblatas », ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Hæc sacra nos, Dómine, poténti virtúte mundátos ad suum fáciant purióres veníre princípium. Per Dominum nostrum Iesum Christum, Filium tuum: qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Fazei, Senhor, que, purificados pela poderosa força destas santas ofertas, mereçamos chegar mais puros Àquele que é delas o princípio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio / Salmo 84.13

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Nas Missas cantadas, se canta, enquanto o sacerdote toma as abluções e recita as orações seguintes em que se pedem para a alma os frutos da Comunhão.

Dóminus dabit benignitátem: et terra nostra dabit fructum suum.

O Senhor dará a sua bênção, e nossa terra dará o seu fruto.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Suscipiámus, Dómine, misericórdiam tuam in médio templi tui: ut reparatiónis nostræ ventúra sollémnia cóngruis honóribus præcedámus. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Fazei, Senhor, que possamos receber a vossa misericórdia no meio de vosso templo, a fim de nos prepararmos com o devido respeito para a solenidade de nossa rso Senhor Jesus Cristo.

Meditação

O senhor vem de longe

O Senhor está prestes a chara sair ao Seu encontro com todo o ardor da minha vontade.

1 — « Eis o nome do Senhor que vem de países distantes… Olhando ao longe, vejo o poder de Deus que aí vem… Ide ao Seu encontro e dizei-lhe: Declarai-nos se Vós sois Aquele que há de reinar… » — diz a liturgia do dia: Depois como que em resinde, adoremos o Rei, o Senhor que está para chegar… » (BR.)

Esta vinda foi esperada durante séculos e séculos, anunciada pelos profetas, desejada pelos justos, que não puderam contemplar a sua aurora. Em cada novo Advento, a Igreja comemora e renova esta espera, manifestando as suas ânsias pelo Salvador que há de vir. Porém, o antigo anelo que unicamente se fundava na esperança, transformou-se em desejo confiante, que se apoia na consoladora realidade da redenção já efetuada. Cumprida esta historicamente, há vinte séculos, deve atualizar-se e renovar-se todos os dias, na alma cristã, como uma realidade cada vez mais profunda e completa. O espírito litúrgico do Advento, ao comemorar a grande expectativa dos séculos, que invocaram o Redentor, quer preparar-nos para a celebração do mistério do Verbo feito carne, mediante a esperança íntima e pessoal duma nova vinda de Cristo a cada uma das nossas almas. Vinda que se realiza por meio da graça e que, à medida que esta se desenvolve e amadurece, se torna mais abundante e mais avassaladora a ponto de transformar a alma num alter Christus. O Advento é tempo de esperança, tempo de anelante aspiração peá do alto o vosso orvalho e que as nuvens chovam o justo! » (BR.)

2 — Na Epístola do dia, (Rom. 13, 11-14), São Paulo exorta-nos: « É já hora de nos levantarmos do sono ». No Advento, « primavera » da Igreja, devemos despertar para dar novos frutos de santidade; e desde já o Apóstolo nos indica qual deve ser o fruto principal do Advento: « Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz… Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo ». Se as nossas almas se encontram um pouco adormecidas no serviço do Senhor, é justamente o momento de despertar para uma vida nova, de nos despojarmos generosamente das nossas misérias e fraquezas, a fim de « nos revestirmos de Jesus Cristo », ou seja, da Sua santidade. Para nos ajudar a alcançar este fim, Jesus estimula-nos por meio da lembrança da Sua doce vindacontro com a Sua graça: é a misericórdia infinita que desce até nós.

Por outro lado, a Igreja, no Evangelho de hoje, (Lc. 21, 25-33), oferece à nossa consideração a vinda final de Jesus Cristo como Juiz supremo: « Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande poder e majestade ». Vinda de amor a Belém, vinda de graça às nossas almas, vinda de justiça no fim dos séculos; tríplice vinda de Cristo, síntese do Cristianismo, convite a uma espera vigilante e confiada: « Olhai e levantai as vossas cabeças, porque está próxima a vossa redenção ».

Extraído do Livro Intimidade Divina­ — P. Gabriel de Santa Maria Madalena O.C.D.
Segunda edição (Traduzida da 12ª edição italiana) — 1967.

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