« Liturgia Dominical » † 17º Domingo depois de Pentecostes verde – 2a. classe. “Se, pois, Davi O chama Senhor, como é Ele o seu filho?” Intróito / IUSTUS ES — Salmo 118. 137, 124, 1 O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia […]
" /> Liturgia Dominical – nº 10 † 17º Domingo depois de Pentecostes

Liturgia Dominical – nº 10 † 17º Domingo depois de Pentecostes

« Liturgia Dominical »
† 17º Domingo depois de Pentecostes
verde – 2a. classe.

“Se, pois, Davi O chama Senhor, como é Ele o seu filho?”

Intróito / IUSTUS ES — Salmo 118. 137, 124, 1

O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Compunha-se antigamente duma antífona e de um salmo, que se cantava por inteiro. Hoje o salmo está reduzido a um só versículo.

Iustus es, Dómine, et rectum iudicium tuum: fac cum servo tuo secúndum misericórdiam tuam. Ps. Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini. ℣. Glória Patri,

Justo sois, Senhor, e retos são os vossos juízos; agi com o vosso servo segundo a vossa misericórdia. Sl. Bem-aventurados os que são imaculados em seu caminho; os que andam na lei do Senhor. ℣. Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

O amor de Deus deve ser puro e sem cisões. Ele exclui tudo o que se opõe a Deus.

Da, quǽsumus, Dómine, pópulo tuo diabólica vitáre contágia: et te solum Deum pura mente sectári. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Concedei, Senhor, Vos rogamos, que o vosso povo evite as influências diabólicas, e a Vós somente, ó Deus, sirva com pureza de alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios 4. 1-6

O fundamento da caridade fraterna reside nos laços que nos unem a Deus em Cristo. O Criador destes laços e a fonte viva da caridade é o Espírito Santo.

Fratres: Obsecro vos ego vinctus in Dómino, ut digne ambulétis vocatióne, qua vocáti estis, cum omni humilitáte et mansuetúdine, cum patiéntia, supportántes ínvicem in caritáte, sollíciti serváre unitátem spíritus in vínculo pacis. Unum corpus et unus spíritus, sicut vocáti estis in una spe vocatiónis vestræ. Unus Dóminus, una fides, unum baptísma. Unus Deus et Pater ómnium, qui est super omnes et per ómnia et in ómnibus nobis. Qui est benedíctus in sæcula sæculórum. Amen.

Irmãos: 1Eu, que me acho preso pelo amor do Senhor1, vos rogo que andeis como é digno da vocação a que fostes chamados: 2em toda humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros na caridade e3procurando guardar a união do Espírito, no vínculo da paz. 4Um só corpo e um só Espírito [sois vós], como também, sois chamados a uma só esperança por vossa vocação. 5Um Senhor, uma fé, um batismo, 6um Deus e Pai de todos, que está acima de todos e age em tudo e em todos nós. Seja Ele bendito por todos os séculos dos séculos. Amém.

Na ocasião em que escreve esta carta, S. Paulo está prisioneiro em Roma.

Gradual / Salmo 32. 12, 6

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Beáta gens, cuius est Dóminus Deus eórum: pópulus, quem elégit Dóminus in hereditátem sibi. ℣. Verbo Dómini cæli firmáti sunt: et spíritu oris eius omnis virtus eórum.

Feliz a nação cujo Senhor é Deus; e o povo que o Senhor escolheu para sua herança. ℣. Pela palavra do Senhor foram criados os céus; e do sopro de sua boca vem todo o exército das estrelas.

Aleluia / Salmo 101. 2

Allelúia, allelúia. Dómine, exáudi oratiónem meam, et clamor meus ad te pervéniat. Allelúia.

Aleluia, aleluia. ℣. Senhor, atendei à minha oração, e chegue até Vós o meu clamor. Aleluia.

Evangelho segundo São Mateus 22. 34-46

A propósito do 1.º mandamento, segue-se a afirmação solene da divindade de Cristo. Descendente de David como homem, é maior que David, pelo seu caráter divino, caráter que o próprio profeta pressentira.

In illo témpore: Accessérunt ad Iesum pharisæi: et interrogávit eum unus ex eis legis doctor, tentans eum: Magíster, quod est mandátum magnum in lege? Ait illi Iesus: Díliges Dóminum, Deum tuum, ex toto corde tuo et in tota ánima tua et in tota mente tua. Hoc est máximum et primum mandátum. Secúndum autem símile est huic: Díliges próximum tuum sicut teípsum. In his duóbus mandátis univérsa lex pendet et prophétæ. Congregátis autem pharisæis, interrogávit eos Iesus, dicens: Quid vobis vidétur de Christo? cuius fílius est? Dicunt ei: David. Ait illis: Quómodo ergo David in spíritu vocat eum Dóminum, dicens: Dixit Dóminus Dómino meo, sede a dextris meis, donec ponam inimícos tuos scabéllum pedum tuórum? Si ergo David vocat eum Dóminum, quómodo fílius eius est? Et nemo poterat ei respóndere verbum: neque ausus fuit quisquam ex illa die eum ámplius interrogáre.

Naquele tempo, 34chegaram-se a Jesus os fariseus, 35e um deles, que era doutor da lei, perguntou-Lhe para O tentar: 36Mestre, qual é o mandamento da lei237Disse-lhe Jesus: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo teu entendimento338Este é o máximo e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo440Destes dois mandamentos dependem toda a lei, e os profetas. 41E estando juntos os fariseus, interrogou-os Jesus, dizendo: 42Que vos parece do Cristo? De quem é Filho? Responderam-Lhe: de Davi. 43Jesus lhes disse: Como, pois, em espírito, Davi o chama Senhor, dizendo: 44O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos como escabelo de teus pés?5 45Se, pois, Davi O chama Senhor, como é Ele o seu filho? 46E ninguém, pôde responder-Lhe uma só palavra; e desde aquele dia ninguém ousou mais fazer-Lhe perguntas.

Questão muito discutida nas escolas judaicas contemporâneas.

Deuteronômio 6.5.

Levítico 19. 18.

Salmo 109.1

Homilia

CREDO…

Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

Ofertório / Daniel 9. 17-19

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.Três elementos o constituíam antigamente: apresentação das oferendas, canto de procissão, oração sobre as oblatas.

Orávi Deum meum ego Dániel, dicens: Exáudi, Dómine, preces servi tui: illúmina fáciem tuam super sanctuárium tuum: et propítius inténde pópulum istum, super quem invocátum est nomen tuum, Deus.

Eu, Daniel, orei a meu Deus, dizendo: Atendei, Senhor, às preces de vosso servo; fazei resplandecer a vossa face em vosso santuário, e olhai benigno para este povo sobre o qual, ó Deus, foi invocado o vosso Nome.

Secreta

É a antiga “oração sobre as oblatas”, ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Maiestátem tuam, Dómine, supplíciter deprecámur: ut hæc sancta, quæ gérimus, et a prætéritis nos delictis éxuant et futúris. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Senhor, humildemente suplicamos à vossa Majestade que estes santos Mistérios que celebramos nos livrem das culpas passadas e nos preservem das futuras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio / Salmo 75. 12-13

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Nas Missas cantadas, se canta, enquanto o sacerdote toma as abluções e recita as orações seguintes em que se pedem para a alma os frutos da Comunhão.

Vovéte et réddite Dómino, Deo vestro, omnes, qui in circúitu eius affértis múnera: terríbili, et ei qui aufert spíritum príncipum: terríbili apud omnes reges terræ.

Fazei votos ao Senhor, vosso Deus, e cumpri-os, Vós todos que em redor de seu altar apresentais oferendas a este Deus terrível, que dobra o orgulho dos príncipes e é tremendo para todos os reis da terra.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Sanctificatiónibus tuis, omnípotens Deus, et vítia nostra curéntur, et remédia nobis ætérna provéniant. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Ó Deus onipotente, fazei que por estes vossos Sacramentos sejam curados os nossos males, e nos venham também os remédios eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditação

A União Fraterna

Meu Deus, concedei-me a graça de conservar a união com o próximo pelo vínculo da caridade e da paz.

1 — Como Jesus, no curso da Sua vida terrena, não cessou de recomendar a caridade e a união fraterna, assim a Igreja, nas Missas dominicais, continua a inculcar-nos esta virtude. Hoje fá-lo servindo-se de um trecho da carta de S. Paulo aos Efésios (4, 1-6): « Rogo-vos que andeis dum modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros por caridade, solícitos em conservar a unidade do espírito pelo vínculo da paz ». O chamamento que recebemos foi a vocação ao cristianismo, a vocação ao amor. Deus, caridade infinita, adota-nos como Seus filhos a fim de que rivalizemos com a Sua caridade a tal ponto que seja o amor o vínculo que nos una a todos num só coração, como o Pai e o Filho estão unidos numa só Divindade pelo vínculo do Espírito Santo. « Como Tu, Pai, o és em mim e eu em Ti, que também, eles sejam um em nós », pediu Jesus para nós (Jo. 17, 21).

« Conservar a unidade pelo vínculo da paz »: eis uma coisa fácil e difícil ao mesmo tempo. Fácil porque, quando o coração é verdadeiramente humilde, manso e paciente, tudo suporta com amor, tendo maior cuidado em se adaptar à mentalidade e aos gostos alheios do que em fazer valer os seus. Difícil porque, enquanto estivermos no mundo, o amor próprio, apesar de mortificado, tenta sempre ressurgir e afirmar os seus direitos, criando constantes ocasiões de choques recíprocos. Para os evitar é preciso muita renúncia de si mesmo e muita delicadeza para com os outros. Devemos persuadir-nos de que tudo o que perturba, enfraquece ou, o que é pior, destrói a união, não pode agradar a Deus, mesmo que o façamos sob pretexto de zelo. Excetuando o cumprimento do dever e o respeito pela lei de Deus, devemos preferir sempre renunciar às nossas ideias, embora boas, a discutir com o próximo. Dá muito mais glória a Deus um ato de renúncia humilde a favor da união, dá muito mais glória a Deus a paz entre os irmãos, do que uma obra grandiosa que possa causar discórdia e desentendimento.

2 — O excesso de personalismo, o grande desejo de agir cada um a seu modo são muitas vezes causa de divisões entre os bons. Dada a nossa limitação, as nossas ideias não podem ser de tal modo absolutas que não admitam as ideias dos outros. Se o nosso modo de ver é bom, reto, luminoso, pode haver outros igualmente bons e até melhores; por isso, em vez de o rejeitarmos por não sabermos renunciar a opiniões demasiado pessoais, é mais prudente, humilde e caritativo aceitar o modo de ver alheio, procurando conciliá-lo com o nosso. Este personalismo é inimigo da união, é um obstáculo para o maior êxito das obras e mesmo para o nosso progresso espiritual.

Na Epístola de hoje S. Paulo apresenta-nos todos os motivos que temos para nos mantermos unidos: « [sede] um só corpo e um só espírito como fostes chamados a uma só esperança pela vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos ». Se Deus quis salvar-nos e santificar-nos unidos a Cristo e formando com Ele um só corpo, dando-nos uma única vocação, uma única fé, uma única esperança e sendo Ele o Pai de todos, como pretenderemos salvar-nos e santificar-nos separando-nos uns dos outros? Se não queremos frustrar o plano de Deus e pôr em perigo a nossa santificação e salvação, temos de estar prontos para qualquer sacrifício pessoal a fim de mantermos e consolidarmos a união. Lembremo-nos de que Jesus pediu para nós não só a união, mas a união perfeita: « que sejam consumados na unidade » (Jo. 17, 23).

Também o Evangelho de hoje (Mt. 22, 34-46) vem reforçar este incitamento à união, visto Jesus repetir que o mandamento do amor do próximo é, juntamente com o do amor de Deus, o fundamento de toda a lei, de todo o cristianismo. Não desprezemos estes chamamentos contínuos à caridade e à união; a Igreja insiste neste ponto, pois nele insistiu Jesus, porque a caridade « é o mandamento do Senhor e se ele é observado, basta » (S. João EV.).

Extraído do Livro Intimidade Divina­ — P. Gabriel de Santa Maria Madalena O.C.D.
Segunda edição (Traduzida da 12ª edição italiana) — 1967.

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