« Liturgia Dominical » † 19º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES verde – 2a. classe. «  Então, disse o rei aos servidores: Amarrai-o de mãos e pés, e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. » Intróito / SALUS PÓPULI —  Salmo 77. 1 O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. É […]
" /> Liturgia Dominical – nº 12 † 19º Domingo depois de Pentecostes

Liturgia Dominical – nº 12 † 19º Domingo depois de Pentecostes

« Liturgia Dominical »
 19º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES
verde – 2a. classe.

«  Então, disse o rei aos servidores: Amarrai-o de mãos e pés, e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. »

Intróito / SALUS PÓPULI —  Salmo 77. 1

O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

É Deus quem salva o seu povo. O homem entregue a si mesmo, é incapaz de se salvar.

Salus pópuli ego sum, dicit Dóminus: de quacúmque tribulatióne clamáverint ad me, exáudiam eos: et ero illórum Dóminus in perpétuum. Ps. Attendite, pópule meus, legem meam: inclináte aurem vestram in verba oris mei. . Glória Patri

Eu sou a Salvação do povo, diz o Senhor; quando por mim em qualquer tribulação clamarem, eu os ouvirei. E serei perpetuamente o seu Senhor. Sl. Povo meu, escuta a minha lei; inclina os teus ouvidos às palavras de minha boca.℣. Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Ajudado por Deus, o homem responde ao seu apelo e consagra-se ao seu serviço.

Omnípotens et miséricors Deus, univérsa nobis adversántia propitiátus exclúde: ut mente et córpore páriter expedíti, quæ tua sunt, líberis méntibus exsequámur. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Ó Deus onipotente e misericordioso, afastai benignamente de nós todas as adversidades, a fim de que, desembaraçados de alma e corpo, com liberdade de espírito possamos dedicar-nos a vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios 4. 23-28

A vida nova, recebida no batismo, implica para o homem um comportamento novo.

Fratres: Renovámini spíritu mentis vestræ, et indúite novum hóminem, qui secúndum Deum creátus est in iustítia et sanctitáte veritátis. Propter quod deponéntes mendácium, loquímini veritátem unusquísque cum próximo suo: quóniam sumus ínvicem membra. Irascímini, et nolíte peccáre: sol non occídat super iracúndiam vestram. Nolíte locum dare diábolo: qui furabátur, iam non furétur; magis autem labóret, operándo mánibus suis, quod bonum est, ut hábeat, unde tríbuat necessitátem patiénti.

Irmãos: 23Renovai-vos no íntimo de vossa alma 24e revesti-vos do homem novo1, que foi criado à semelhança de Deus, na verdadeira justiça e santidade. 25Por isso renunciai à mentira, e fale cada qual, com seu próximo, a verdade, porque, somos todos membros uns dos outros. 26Se vos irardes, que seja sem pecar, e não se ponha o sol sobre a vossa ira. 27Não deis lugar ao demônio. 28Aquele que furtava, não torne a furtar, mas trabalhe, fazendo por suas mãos alguma coisa boa, de onde tenha com que socorrer o que sofre necessidade.

O homem renovado pelo batismo e pela presença do Espírito Santo.

Gradual / Salmo 140. 2

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Dirigátur orátio mea, sicut incénsum in conspéctu tuo, Dómine. Elevatio mánuum meárum sacrifícium vespertínum.

Eleve-se, ó Senhor, a minha oração como incenso à vossa presença. ℣. Seja-Vos agradável o elevar de minhas mãos como o sacrifício vespertino.

Aleluia / Salmo 104. 1

Allelúia, allelúia. Confitémini Dómino, et invocáte nomen eius: annuntiáte inter gentes ópera eius. Allelúia.

Aleluia, aleluia. ℣. Louvai o Senhor e invocai o seu Nome. Anunciai as suas obras entre as nações. Aleluia.

Evangelho segundo São Mateus 22. 1-14

Da parábola dos convidados ao festim deve, sem dúvida, salientar-se a condenação do infeliz, que foi expulso por culpa sua, e ainda mais o apelo lançado aos mais miseráveis.

In illo témpore: Loquebátur Iesus princípibus sacerdótum et pharisaeis in parábolis, dicens: Símile factum est regnum coelórum hómini regi, qui fecit núptias fílio suo. Et misit servos suos vocáre invitátos ad nuptias, et nolébant veníre. Iterum misit álios servos, dicens: Dícite invitátis: Ecce, prándium meum parávi, tauri mei et altília occísa sunt, et ómnia paráta: veníte ad núptias. Illi autem neglexérunt: et abiérunt, álius in villam suam, álius vero ad negotiatiónem suam: réliqui vero tenuérunt servos eius, et contuméliis afféctos occidérunt. Rex autem cum audísset, iratus est: et, missis exercítibus suis, pérdidit homicídas illos et civitátem illórum succéndit. Tunc ait servis suis: Núptiæ quidem parátæ sunt, sed, qui invitáti erant, non fuérunt digni. Ite ergo ad exitus viárum et, quoscúmque invenéritis, vocáte ad núptias. Et egréssi servi eius in vias, congregavérunt omnes, quos invenérunt, malos et bonos: et implétæ sunt núptiæ discumbéntium. Intrávit autem rex, ut vidéret discumbéntes, et vidit ibi hóminem non vestítum veste nuptiáli. Et ait illi: Amíce, quómodo huc intrásti non habens vestem nuptiálem? At ille obmútuit. Tunc dixit rex minístris: Ligátis mánibus et pédibus eius, míttite eum in ténebras exterióres: ibi erit fletus et stridor déntium. Multi enim sunt vocáti, pauci vero elécti.

Naquele tempo, 1falava Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos fariseus em parábolas, dizendo: 2O Reino dos céus é semelhante a um rei que quis celebrar as núpcias de seu filho. 3E mandou seus servos a chamar os convidados para as bodas; estes, porém, não quiseram vir. 4Novamente enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto: vinde às bodas. 5Eles, porém, não fazendo caso, foram-se, um para sua casa de campo e outro para seu negócio; 6e ainda outros prenderam-lhe os servos, e depois de os terem ultrajado, mataram-nos. 7Tendo conhecimento disto, o rei encolerizou-se, mandou seus exércitos, e exterminou aqueles homicidas, pondo fogo à sua cidade. 8Então, disse a seus servos: As bodas estão preparadas, mas os convidados não foram dignos. 9Ide, pois, às encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, chamai para as núpcias. 10Saindo os servos pelas ruas, reuniram todos os que encontraram, bons e maus. E a sala do festim ficou cheia de convidados. 11Então entrou o rei para ver os que estavam à mesa, e viu ali um homem que não trazia a vestimenta nupcial. 12E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo a vestimenta nupcial? Ele nada respondeu. 13Então, disse o rei aos servidores: Amarrai-o de mãos e pés, e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. 14Porque, muitos são os chamados, mas, poucos são os eleitos.

CREDO…

Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

Ofertório / Salmo 137. 7

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito. Três elementos o constituíam antigamente: apresentação das oferendas, canto de procissão, oração sobre as oblatas.

Si ambulávero in médio tribulatiónis, vivificábis me, Dómine: et super iram inimicórum meórum exténdes manum tuam, et salvum me fáciet déxtera tua.

Se eu andar no meio da tribulação, Vós me vivificareis, Senhor, contra a ira de meus inimigos; estendereis a vossa mão, e vossa Destra me salvará.

Secreta

É a antiga “oração sobre as oblatas”, ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Hæc múnera, quǽsumus, Dómine, quæ óculis tuæ maiestátis offérimus, salutária nobis esse concéde. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Nós Vos suplicamos, Senhor, permiti que estas ofertas que apresentamos aos olhos de vossa Majestade, sejam úteis para nossa salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio / Salmo 118. 4-5

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Nas Missas cantadas, se canta, enquanto o sacerdote toma as abluções e recita as orações seguintes em que se pedem para a alma os frutos da Comunhão.

Tu mandásti mandáta tua custodíri nimis: útinam dirigántur viæ meæ, ad custodiéndas iustificatiónes tuas.

Vós ordenastes que vossos mandamentos fossem fielmente guardados; fazei que todos os meus passos se encaminhem à observância de vossas justas ordens.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Tua nos, Dómine, medicinális operátio, et a nostris perversitátibus cleménter expédiat, et tuis semper fáciat inhærére mandátis.
Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Fazei, Senhor, que a ação salutar de vossa graça, por vossa clemência nos livre de nossas iniquidades, e nos faça cumprir sempre os vossos preceitos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditação

O Convite Divino

Concedei-me, ó Deus, a grande graça de corresponder generosamente a todos os Vossos convites.

1 — O Evangelho de hoje (Mt. 22, 1-14) esboça a história dolorosa — infelizmente sempre atual — da ingratidão humana que rejeita a misericórdia divina, desprezando os Seus dons e os Seus convites.

« O reino dos céus é semelhante a um rei que fez as núpcias de seu filho. E mandou os seus servos chamar os convidados para as núpcias e não quiseram vir ». O rei é Deus Pai, o filho é o Verbo eterno que, ao encarnar, desposou a natureza humana para a remir e santificar. Deus convida todos os homens para o grande banquete destas núpcias divinas, onde encontrarão a sua salvação; imersos, porém, no materialismo das coisas terrenas, rejeitam tanto o convite como os emissários. « Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados » (Mt. 23, 37), é a queixa que um dia o Filho de Deus pronunciará, denunciando ao mundo não só a obstinada resistência do povo eleito, mas ainda a de todas as almas que, com tanta teimosia e ingratidão, rejeitam o Seu amor e a Sua graça. Os profetas, o Baptista, os Apóstolos, são os « servos », os mensageiros enviados por Deus para chamarem os homens ao banquete da Redenção, mas todos foram presos e mortos. « Lançaram mão dos servos — diz o Evangelho — e depois de os terem ultrajado, mataram-nos ». A parábola de hoje nada mais acrescenta, mas infelizmente a ingratidão humana vai muito além: não só os servos e os mensageiros foram mortos, mas o próprio Filho de Deus. No entanto a misericórdia de Deus é tão grande que não Se dá por vencida, e continua a convidar para o Seu banquete. Neste, oferece como alimento a carne imaculada do Seu divino Filho, a quem os homens mataram. O banquete está preparado; Jesus, o Cordeiro divino, foi imolado para a redenção da humanidade e se muitos não corresponderam ao convite, outros serão convidados: « As núpcias estão preparadas, mas os que tinham sido convidados não foram dignos. Ide, pois, às encruzilhadas das ruas e a quantos encontrardes convidai-os para as núpcias ».

Também nós fomos convidados; mas como correspondemos ao convite? Não mostramos nós também mais interesse e diligência pelos negócios terrenos do que pelas coisas de Deus? Não fomos semelhantes aos homens da parábola que « desprezaram [o convite] e foram-se um para sua casa e outro para o seu negócio »?

2 — A parábola de hoje simboliza, em primeiro lugar, o convite à vida cristã; convite que, rejeitado pelo povo judeu, foi dirigido a todos os povos. Mas também podemos ver nela o convite a uma vocação particular: vocação ao sacerdócio, à consagração a Deus no claustro ou no mundo, ao apostolado, a uma missão especial. Para corresponder à vocação, não basta uma aceitação qualquer, é necessária uma adesão sincera e profunda que comprometa toda a alma. A parábola fala-nos de um homem que não recusou o convite, mas que lhe correspondeu de um modo indigno, apresentando-se no banquete sem a veste nupcial. É a imagem dos que respondem materialmente ao chamamento do Senhor, mas não se preocupam com aderir a ele com o espírito, com as obras, não cuidando de viver de maneira digna da sua vocação; estas almas põem em perigo a sua salvação, pois com Deus não se brinca. Deus não Se deixa enganar pelas aparências; não há uniformes nem insígnias externas que Lhe possam encobrir o verdadeiro estado de uma alma. Ele distingue muito melhor do que o rei da parábola, os que não têm a veste nupcial, a veste da graça e das virtudes requeridas pela vocação recebida; mais cedo ou mais tarde, virá o dia em que pronunciará sobre eles as terríveis palavras: « Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores ».

Todavia, mesmo sem chegar a tais extremos, pode-se ficar muito aquém da correspondência plena ao chamamento divino. É bom recordar a este propósito que o problema da correspondência à vocação não é um problema que se resolva de uma vez para sempre no dia em que se abraça um estado particular de vida, mas é um problema de todos os dias, porque a vocação exige cada dia uma nova resposta, uma nova adaptação às circunstâncias e à graça do momento. A vocação alcança a sua plena realização através da fidelidade constante aos convites divinos que, sucedendo-se ininterruptamente, abrem à alma atenta, horizontes sempre novos, apresentando-lhe novos deveres, novos aspectos de generosidade, novas modalidades de perfeição e de doação. A parábola termina com esta grave sentença: « São muitos os chamados e poucos os escolhidos ». Por que são poucos os escolhidos? Porque são poucos os que sabem corresponder, dia a dia, à graça da vocação, aceitar todas as consequências e exigências do chamamento divino, dizer sempre sim aos convites da graça.

Extraído do Livro Intimidade Divina­ — P. Gabriel de Santa Maria Madalena O.C.D.
Segunda edição (Traduzida da 12ª edição italiana) — 1967.

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