« Liturgia Dominical » †21º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES FESTA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI branco – 1a. classe. “Ecce homo”. Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra. « Ecce homo ». Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da […]
" /> Liturgia Dominical – nº 14 † Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei

Liturgia Dominical – nº 14 † Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei

« Liturgia Dominical »
†21º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES
FESTA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI
branco – 1a. classe.

“Ecce homo”. Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.

« Ecce homo ». Neste homem de mãos atadas, adoremos o Senhor todo-poderoso, Rei do Céu e da Terra.Hoje, em todas as Paróquias, Igrejas e Oratórios, diante do Santíssimo exposto, convém renovar a Consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei, prevista para esse dia (Indulgência Plenária, cf. Enchir. Ind. n. 27).

A Igreja vive de 1º a 8 de novembro a Semana das Almas. Nós podemos a cada dia ganhar para as almas a indulgência plenária – que é tirar almas do purgatório, pelos méritos de Cristo, e levá-las ao Céu.

Aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: diariamente, do dia 1.° ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchir. Indul., n. 13).

Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar o Pai Nosso e o Credo, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai Nosso e uma Ave Maria, ou qualquer outra oração ad libitum).

Intróito / DIGNUS EST

 Apocalipse 5. 12; 1. 6; Salmo 71. 1

        O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Compunha-se antigamente duma antífona e de um salmo, que se cantava por inteiro. Hoje o salmo está reduzido a um só versículo.

Dignus est Agnus, qui occísus est, accípere virtútem, et divinitátem, et sapiéntiam, et fortitúdinem, et honórem. Ipsi glória et impérium in sǽcula sæculórum. Deus, iudícium tuum Regi da: et iustítiam tuam Fílio Regis. ℣.Glória Patri

O Cordeiro, que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A Ele, a glória e o império por todos os séculos dos séculos. Sl. Ó Deus, dai ao Rei a vossa equidade, e ao Filho do Rei a vossa justiça. ℣. Glória ao Pai.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Numa breve oração, o celebrante resume e apresenta a Deus os votos de toda a assembleia, votos estes sugeridos pelo mistério ou solenidade do dia.

Omnípotens sempitérne Deus, qui in dilécto Fílio tuo, universórum Rege, ómnia instauráre voluísti: concéde propítius; ut cunctæ famíliæ géntium, peccáti vúlnere disgregátæ, eius suavissímo subdántur império: Qui tecum vivit et regnat.

Ó Deus onipotente e eterno, que tudo quisestes incorporar em vosso amado Filho, o Rei de todas as coisas, concedei, propício, que todas as famílias das nações desagregadas pela chaga do pecado, se submetam ao seu suavíssimo poder, Ele que, sendo Deus, convosco vive e reina.

Leitura epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses 1. 12-20

Cristo é o primeiro em todas as coisas, tanto na ordem da criação como na ordem da salvação. É o princípio da unidade da Igreja, instrumento da unidade da Igreja, instrumento da reconciliação dos homens com Deus, pela morte na cruz.

Fratres: Grátias ágimus Deo Patri, qui dignos nos fecit in partem sortis sanctórum in lúmine: qui erípuit nos de potestáte tenebrárum, et tránstulit in regnum Fílii dilectiónis suæ, in quo habémus redemptiónem per sánguinem eius, remissiónem peccatórum: qui est imágo Dei invisíbilis, primogénitus omnis creatúra: quóniam in ipso cóndita sunt univérsa in cœlis et in terra, visibília et invisibília, sive Throni, sive Dominatiónes, sive Principátus, sive Potestátes: ómnia per ipsum, et in ipso creáta sunt: et ipse est ante omnes, et ómnia in ipso constant. Et ipse est caput córporis Ecclésiæ, qui est princípium, primogénitus ex mórtuis: ut sit in ómnibus ipse primátum tenens; quia in ipso complácuit omnem plenitúdinem inhabitáre; et per eum reconciliáre ómnia in ipsum, pacíficans per sánguinem crucis eius, sive quæ in terris, sive quæ in cœlis sunt, in Christo Iesu Dómino nostro.

Irmãos: 12Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de participar da sorte e herança dos Santos na luz; 13que nos tirou do poder das trevas1 e nos transportou ao Reino do Filho do seu amor. 14N’Ele, por seu Sangue, temos a Redenção, a Remissão dos pecados. 15Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criatura216Porque, n’Ele foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, quer as visíveis, quer a as invisíveis; os Tronos, as Dominações, os Principados, as Potestades, tudo foi criado por Ele e n’Ele. 17E Ele está acima de todas as coisas, e todas subsistem por Ele. 18Ele é também a Cabeça do Corpo da Igreja, é o princípio3, o primogênito dentre os mortos4. Ele em tudo tem a primazia, 19porque, foi do agrado do Pai que n’Ele residisse toda a plenitude [da perfeição divina]: 20para que reconciliassem por Ele todas as coisas, pacificando pelo Sangue derramado na Cruz, tanto as coisas da Terra como as coisas dos Céus no Cristo Jesus, Nosso Senhor.

  1. O poder das trevas, isto é, do demônio.
  2. O Filho é anterior e superior a todo o ser criado.
  3. O princípio e centro da unidade de toda criação.
  4. O primeiro ressuscitado

Gradual / Salmo 71. 8 e 11

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Dominábitur a mari usque ad mare, et a flúmine usque ad términos orbis terrárum. ℣.Et adorábunt eum omnes reges terræ: omnes gentes sérvient ei.

Ele domina de mar a mar, e desde o rio até as extremidades da Terra. ℣. Todos os reis da Terra O adoram e os povos todos O servem.

Aleluia / Daniel 7.14

Allelúia, allelúia. ℣.Potéstas eius, potéstas ætérna, quæ non auferétur: et regnum eius, quod non corrumpétur. Allelúia.

Aleluia, aleluia. ℣. Seu poder é um poder eterno, que não Lhe será tirado; e seu Reino nunca haverá de perecer. Aleluia.

Evangelho segundo São João 18. 33-37

« O meu reino não é deste mundo. » A realeza messiânica de Jesus nada tem que ver com as realezas deste mundo; é de ordem espiritual. É uma afirmação do direito de Cristo de reinar sobre as vidas humanas desde este mundo, para se prolongar na eternidade.

In illo témpore: Dixit Pilátus ad Iesum: Tu es Rex Iudæórum? Respóndit Iesus: A temetípso hoc dicis, an álii dixérunt tibi de me? Respóndit Pilátus: Numquid ego Iudǽus sum? Gens tua et pontífices tradidérunt te mihi: quid fecísti? Respóndit Iesus: Regnum meum non est de hoc mundo. Si ex hoc mundo esset regnum meum, minístri mei útique decertárent, ut non tráderer Iudǽis: nunc autem regnum meum non est hinc. Dixit ítaque ei Pilátus: Ergo Rex es tu? Respóndit Iesus: Tu dicis, quia Rex sum ego. Ego in hoc natus sum et ad hoc veni in mundum, ut testimónium perhíbeam veritáti: omnis, qui est ex veritáte, audit vocem meam.

Naquele tempo, 33disse Pilatos a Jesus: És tu o Rei dos judeus? 34Respondeu Jesus: Dizes isso por ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim? 35Respondeu Pilatos: Sou eu, por ventura, judeu? Tua gente e os pontífices Te entregaram a mim. Que fizeste pois? 36Respondeu Jesus: Meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, meus servos pelejariam, para que eu não fosse entregue aos judeus: porém, agora meu Reino não é daqui. 37Disse-Lhe, então, Pilatos: Logo, Tu és Rei? Respondeu Jesus: Tu dizes: Eu sou Rei. Eu para isto nasci e para isto vim ao mundo, a fim de dar testemunho à verdade. Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz.

CREDO…

Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

Ofertório / Salmo 2.8

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Três elementos o constituíam antigamente: apresentação das oferendas, canto de procissão, oração sobre as oblatas.

Póstula a me, et dabo tibi gentes hereditátem tuam, et possessiónem tuam términos terræ.

Pede-me, e eu te darei as nações por tua herança, e estenderei o teu domínio até os limites da Terra.

Secreta

É a antiga “oração sobre as oblatas”, ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Hóstiam tibi, Dómine, humánæ reconciliatiónis offérimus: præsta, quǽsumus; ut, quem sacrifíciis præséntibus immolámus, ipse cunctis géntibus unitátis et pacis dona concédat, Iesus Christus Fílius tuus, Dóminus noster: Qui tecum vivit et regnat.

Nós Vos oferecemos, Senhor, a hóstia para reconciliação dos homens, pedindo-Vos que Aquele que no presente Sacrifício imolamos, conceda a todas as nações os Dons da união e da paz, Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor, que, sendo Deus, convosco vive e reina.

Communio / Salmo 28. 10-11

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Nas Missas cantadas, se canta, enquanto o sacerdote toma as abluções e recita as orações seguintes em que se pedem para a alma os frutos da Comunhão.

Sedébit Dóminus Rex in ætérnum: Dóminus benedícet pópulo suo in pace.

O Senhor se assentará como Rei eternamente; o Senhor abençoará o seu povo com a paz.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Immortalitátis alimóniam consecúti, quǽsumus, Dómine: ut, qui sub Christi Regis vexíllis militáre gloriámur, cum ipso, in cœlésti sede, iúgiter regnáre póssimus: Qui tecum vivit et regnat.

Havendo recebido o Alimento da imortalidade, Vos suplicamos, Senhor, que, gloriando-nos de combater sob o estandarte de Cristo-Rei possamos reinar com Ele, na celestial mansão. Ele que, sendo Deus, convosco vive e reina.

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