« Liturgia Dominical » Ano 6 – nº 328 – 30 de julho de 2017 † 8º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES verde – 2a. classe.  « Chamou então cada um dos devedores de seu senhor, e disse ao primeiro: Quanto deves a meu senhor? »Ev.   Intróito / SUSCÉPIMUS — Salmo 47. 10-11*, 2 O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou […]
" /> Liturgia Dominical – nº 01 † 8º Domingo depois de Pentecostes

Liturgia Dominical – nº 01 † 8º Domingo depois de Pentecostes

« Liturgia Dominical »
Ano 6 – nº 328 – 30 de julho de 2017

† 8º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES
verde – 2a. classe.

 « Chamou então cada um dos devedores de seu senhor, e disse ao primeiro: Quanto deves a meu senhor? »Ev.

 

Intróito / SUSCÉPIMUS — Salmo 47. 10-11*, 2

O Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia.

Canto solene de entrada, o Introito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Compunha-se antigamente duma antífona e de um salmo, que se cantava por inteiro. Hoje o salmo está reduzido a um só versículo.

Suscépimus, Deus, misericórdiam tuam in médio templi tui: secúndum nomen tuum, Deus, ita et laus tua in fines terræ: iustítia plena est déxtera tua.
Ps. Magnus Dóminus, et laudábilis nimis: in civitate Dei nostri, in monte sancto eius. 
. Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto.

Alcançamos, ó Deus, vossa misericórdia no meio de vosso templo. Como vosso Nome, ó Deus, assim o vosso louvor se estende até os confins da terra: vossa Destra está cheia de justiça1. Sl. Grande é o Senhor e mui digno de louvores; na cidade de nosso Deus, na sua montanha Santa. ℣. Glória ao Pai.

1. Isto é, da salvação que Ele nos traz.

Oração (Colecta)

Pedimos ao Senhor aquilo de que precisamos nesse dia para a nossa salvação.

Tudo devemos a Deus. Na ordem da natureza, e ainda mais na da salvação. Como poderíamos, sem Deus, « viver segundo Deus »?

Largíre nobis, quaesumus, Dómine, semper spíritum cogitándi quæ recta sunt, propítius et agéndi: ut, qui sine te esse non póssumus, secúndum te vívere valeámus. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Concedei-nos, propício, Senhor, que sempre pensemos o que é reto e o pratiquemos, para que, não podendo viver sem Vós, vivamos conforme a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 812-17

« Abba! Pai! » era a oração de Cristo, que sintetiza todo o impulso do seu amor ao Pai e que resume a religião cristã. Rezada no íntimo do cristão pelo Espirito Santo, eleva-o para além da Terra.

Fratres: Debitóres sumus non carni, ut secúndum carnem vivámus. Si enim secúndum carnem vixéritis, moriémini: si autem spíritu facta carnis mortificavéritis, vivétis. Quicúmque enim spíritu Dei aguntur, ii sunt fílii Dei. Non enim accepístis spíritum servitútis íterum in timóre, sed accepístis spíritum adoptiónis filiórum, in quo clamámus: Abba – Pater. – Ipse enim Spíritus testimónium reddit spirítui nostro, quod sumus fílii Dei. Si autem fílii, et herédes: herédes quidem Dei, coherédes autem Christi.

12Irmãos: Nós não somos devedores à carne, para que vivamos segundo a carne. 13Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se pelo espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis. 14Pois, todos os que se deixam conduzir pelo espírito de Deus, esses são filhos de Deus. 15Com efeito, não recebestes o espírito de servidão para continuardes no temor; mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Abba! (Pai). 16E este Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. 17Ora, se filhos, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros do Cristo.

Gradual / Salmo 30. 3; 70. 1

Gradual e Aleluia, são cantos intercalares, por via de regra, tirados dos salmos e que traduzem os devotos afetos produzidos na alma pela leitura da Epístola ou sugeridos pelo Mistério do dia.

Esto mihi in Deum protectórem, et in locum refúgii, ut salvum me fácias.
Ps. V. Deus, in te sperávi: Dómine, non confúndar in ætérnum.

Sede para mim um Deus protetor e um lugar de refúgio para me salvar. ℣. Ó Deus, em Vós espero; Senhor, não serei confundido para sempre.

Aleluia / Salmo 47. 2

Allelúia, allelúia. ℣. Magnus Dóminus, et laudábilis valde, in civitáte Dei nostri, in monte sancto eius. Allelúia.

Aleluia, aleluia. ℣. Grande é o Senhor, e mui digno de louvores, na cidade de nosso Deus, na sua montanha santa. Aleluia.

Evangelho segundo São Lucas 16. 1-9

A parábola do administrador infiel precisa de ser bem compreendida. Não se trata, de maneira nenhuma, de aprovar a gerência desonesta. A lição é clara: como este homem garantiu o futuro, assegurai vós a eternidade, sem pôr nisso menos zelo! O próprio Jesus nos indica o meio; os pobres são os privilegiados do seu reino. Com nossas esmolas façamos deles amigos e, mais tarde, nos introduzirão no Céu.

In illo témpore: Dixit Iesus discípulis suis parábolam hanc: Homo quidam erat dives, qui habébat víllicum: et hic diffamátus est apud illum, quasi dissipásset bona ipsíus. Et vocávit illum et ait illi: Quid hoc audio de te? redde ratiónem villicatiónis tuæ: iam enim non póteris villicáre. Ait autem víllicus intra se: Quid fáciam, quia dóminus meus aufert a me villicatiónem? fódere non váleo, mendicáre erubésco. Scio, quid fáciam, ut, cum amótus fúero a villicatióne, recípiant me in domos suas. Convocátis itaque síngulis debitóribus dómini sui, dicébat primo: Quantum debes dómino meo? At ille dixit: Centum cados ólei. Dixítque illi: Accipe cautiónem tuam: et sede cito, scribe quinquagínta. Deínde álii dixit: Tu vero quantum debes? Qui ait: Centum coros trítici. Ait illi: Accipe lítteras tuas, et scribe octogínta. Et laudávit dóminus víllicum iniquitátis, quia prudénter fecísset: quia fílii huius saeculi prudentióres fíliis lucis in generatióne sua sunt. Et ego vobis dico: fácite vobis amicos de mammóna iniquitátis: ut, cum defecéritis, recípiant vos in ætérna tabernácula.

Naquele tempo, 1disse Jesus a seus discípulos esta parábola: Havia um homem rico que tinha um feitor; e este foi acusado perante ele de haver dissipado os seus bens. 2Então, ele o chamou e lhe disse: Que é isto que ouço dizer de ti? Dá conta de tua administração, porque já não poderás ser feitor. 3Disse o feitor consigo: Que farei, visto que o meu Senhor me tira a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. 4Sei o que hei de fazer, para que, quando for destituído da administração, encontre quem me receba em sua casa. 5Chamou então cada um dos devedores de seu senhor, e disse ao primeiro: Quanto deves a meu senhor? 6Ele respondeu: Cem medidas de azeite. E o feitor disse: Toma a tua obrigação; senta-te depressa, e escreve cinqüenta. 7Depois disse a outro: E tu, quanto deves? Ele respondeu: Cem alqueires de trigo. Disse-lhe o feitor: Toma as tuas letras, e escreve oitenta. 8E o senhor louvou o feitor infiel, por ter agido com inteligência, porque os filhos deste mundo entre si são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9Portanto, também eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando chegar a vossa hora, eles vos recebam nos tabernáculos eternos.

Pregação

CREDO… Concluímos a Ante-Missa com essa profissão de fé.

Breve compêndio das verdades cristãs e Símbolo da fé católica. Com a Igreja, afirmemo-las publicamente e renovemos a profissão de fé que fizemos no Batismo.

Ofertório / Salmo 17. 28, 32

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito.

Três elementos o constituíam antigamente: apresentação das oferendas, canto de procissão, oração sobre as oblatas.

Pópulum húmilem salvum fácies, Dómine, et óculos superbórum humiliábis: quóniam quis Deus præter te, Dómine?

Senhor, Vós salvais o povo humilde, e humilhais os olhos dos soberbos. Por que, quem é Deus, senão Vós, Senhor?

Secreta

É a antiga « oração sobre as oblatas », ponto de ligação entre o Ofertório e o Cânon.

Súscipe, quaesumus, Dómine, múnera, quæ tibi de tua largitáte deférimus: ut hæc sacrosáncta mystéria, grátiæ tuæ operánte virtúte, et præséntis vitæ nos conversatióne sanctíficent, et ad gáudia sempitérna perdúcant. Per Dominum nostrum Iesum Christum.

Recebei, Vos pedimos, Senhor, estes dons que por vossa liberalidade Vos oferecemos, a fim de que estes santos Mistérios, pela poderosa eficácia de vossa graça, nos santifiquem durante a vida presente e nos façam chegar às alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Communio / Salmo 33. 9

Alternando com o canto dum salmo, acompanhava (e ainda hoje pode acompanhar) a comunhão dos fiéis.

Nas Missas cantadas, se canta, enquanto o sacerdote toma as abluções e recita as orações seguintes em que se pedem para a alma os frutos da Comunhão.

Gustáte et vidéte, quóniam suávis est Dóminus: beátus vir, qui sperat in eo.

Provai e vede como o Senhor é amável. Bem-aventurado o homem que n’Ele confia.

Postcommunio

Súplica a Deus para que nos conceda os frutos do Sacrifício.

Sit nobis, Dómine, reparátio mentis et córporis cæléste mystérium: ut, cuius exséquimur cultum, sentiámus efféctum. Per Dominum nostrum Iesum Christum. 

Senhor, este celestial Mistério renove a nossa alma e o nosso corpo, para que sintamos os efeitos do Mistério que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditação

As nossas riquezas

Ó Senhor, ensinai-me a ser um fiel e prudente administrador dos Vossos bens.

1 — Hoje, tal como no domingo passado, S. Paulo, na Epístola da Missa (Rom. 8, 12-17), confronta as duas vidas que se debatem sempre em nós: a vida do homem velho, escravo do pecado e das paixões, que produz frutos de morte, e a vida do homem novo, escravo, ou melhor, filho de Deus, que produz frutos de vida: « Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se, pelo espírito, fizerdes morrer as obras da carne, vivereis ». O batismo fez-nos nascer para a vida do espírito, porém não suprimiu em nós a vida da carne; o homem novo deve combater sempre contra o homem velho, o espírito deve lutar contra a matéria. A graça batismal não nos isentou desta luta, embora nos tornasse capazes de a sustentar. Importa muito estarmos bem convencidos disto para não termos ilusões, para não nos admirarmos de que, depois de longos anos de vida espiritual, se levantem ainda em nós certas batalhas, que talvez pensássemos ter vencido para sempre. É esta a nossa condição: « A vida do homem sobre a terra é uma guerra » (Jó. 7, 1), tanto mais que Jesus disse: « O reino dos céus adquire-se à força » (Mt. 11, 12). Mas a luta contínua não nos deve assustar porque a graça fez-nos filhos de Deus e, como tais, temos todos o direito de contar com a Sua ajuda paternal: « Não recebestes o espírito de escravidão — insiste S. Paulo — para estardes novamente com temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, mercê do qual chamamos, dizendo: Abba, Pai! » E, para fortalecer a nossa fé nesta grande verdade, acrescenta: « O mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus ». É como se o Apóstolo nos quisesse dizer: Não sou eu que vos afirma isto, é o Espírito Santo que vo-lo diz e dá testemunho dentro de vós. O Espírito Santo está em nós, em nós suplica ao Pai celestial, em nós suscita a esperança e a confiança; não sois escravos — diz-nos Ele — mas filhos: que temeis? Eis as nossas riquezas: ser filhos de Deus, co-herdeiros de Cristo, templos do Espírito Santo.

2 — Sob o véu duma parábola, à primeira vista um pouco desconcertante, o Evangelho de hoje (Lc. 16, 1-9) ensina-nos a sermos prudentes ao administrar as grandes riquezas da vida da graça. Ao propor esta parábola, certamente que Jesus não pretendeu louvar a conduta do servo « infiel » que, depois de ter roubado em todo o tempo do seu serviço, continuou também a roubar quando soube que ia ser despedido. Contudo, louvou o servo pela astúcia com que soube prevenir-se para o dia de amanhã. A lição da parábola incide precisamente sobre este ponto: « os filhos deste século são mais hábeis, na sua geração, que os filhos da luz. Portanto, eu vos digo: granjeai amigos com as riquezas da iniquidade para que, quando vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos ». Jesus exorta-nos, a nós os « filhos da luz », a não sermos menos hábeis em olhar pelos interesses eternos do que os filhos « das trevas » em assegurar os bens da terra.

Também nós, como o servo da parábola, recebemos de Deus um patrimônio para administrar: são os dons naturais, mas muito especialmente os dons sobrenaturais com todo o conjunto de graças, de santas inspirações, de incitamento ao bem, que Deus nos prodigalizou. Também para nós chegará o dia de prestar contas, e também nós teremos de reconhecer que fomos tantas vezes infiéis ao negociar com os dons de Deus, em fazer frutificar na nossa alma as riquezas da graça. Como remediar, portanto as nossas infidelidades? É chegado o momento de pôr em prática a lição da parábola por meio da qual, diz Sto. Agostinho: « O Senhor aconselha todos a valerem-se dos bens terrenos para granjear amigos entre os pobres. Estes, por seu turno, fazendo-se amigos dos seus benfeitores, serão causa da sua admissão no céu ». Por outras palavras, trata-se de saldar as nossas dívidas para com Deus por meio da caridade para com o próximo porque, como diz a Sagrada Escritura, « a caridade cobre a multidão dos pecados » (I Ped. 4, 8). E não se trata apenas da caridade material, mas também da espiritual: não só de coisas grandes, mas também de pequenas, até de mínimas, como um copo de água dado por amor de Deus. Estes pequeninos atos de caridade estão sempre ao nosso alcance e são as riquezas com que pagaremos as nossas dívidas e regularizaremos a « nossa administração ».

Extraído do Livro Intimidade Divina­ — P. Gabriel de Santa Maria Madalena O.C.D.
Segunda edição (Traduzida da 12ª edição italiana) — 1967.

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